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Papel dos Agentes Comunitários de Saúde

Publicado: Segunda, 25 de Janeiro de 2016, 20h42 | Última atualização em Terça, 05 de Abril de 2016, 19h01

papel-dos-agentes-comunitarios-de-saudeO trabalho dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) contribui de forma significativa para a melhoria da saúde da população. Agora, com a declaração de Situação de Emergência em Saúde Pública em função do aumento de casos de microcefalia relacionado ao vírus Zika, os ACS têm também um papel fundamental no combate ao Aedes aegypti.

O vínculo do agente comunitário com as famílias facilita as ações e fortalece a mobilização da população. Por isso, sua participação no combate aos criadouros e na orientação sobre os sintomas das doenças transmitidas pelo mosquito é de extrema importância!

 

 

Atribuições dos ACS no combate ao Aedes aegypti

  • 1.   Orientar a população sobre o agente transmissor, as doenças transmitidas eas formas de evitar e eliminar locais que possam oferecer risco para a formação de criadouros do Aedes aegypti;
  • 2. Mobilizar a comunidade para desenvolver ações de prevenção e controle no combate Aedes aegypti;
  • 3. Visitar os domicílios para:

            a) Informar a seus moradores sobre o agente transmissor e as doenças transmitidas;

            b) Vistoriar os cômodos da casa, acompanhado pelo morador, para identificar locais de existência de larvas ou mosquitos;

            c) Orientar e acompanhar o morador na remoção, destruição ou vedação de objetos que possam se transformar em criadouros de mosquitos;

           d) Realizar a remoção mecânica dos ovos e larvas do mosquito, ou outras ações de manejo integrado de vetores definidas pelo gestor municipal;

           e) Articular com a equipe de Atenção Básica e acionar o Agente de Combate de Endemias (ACE) e/ou equipe de vigilância quando houver a necessidade de outras ações no controle vetorial;

  • 4. Notificar os casos suspeitos de dengue, chikungunya e Zika vírus, em ficha específica do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e/ou outros sistemas similares, e informar a equipe de Atenção Básica;
  • 5. Planejar as ações de controle vetorial em conjunto com a equipe de vigilância, em espaços que favoreçam a integração entre Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate a Endemias.

Confira roteiro para a eliminação de criadouros: Clique aqui para fazer download do roteiro

OBSERVAR locais ou objetos que podem ser criadouros do mosquito Aedes aegypti REALIZAR ações para evitar criadouros e orientar a manutenção destas ações pela população
Pratinhos de vasos de plantas e xaxins dentro e fora de casa. Preencher com areia até as bordas
Lixeiras dentro e fora de casa Fechar bem o saco plástico e manter a lixeira fechada
Plantas que podem acumular água Retirar a água acumuladas nas folhas
Tampinhas de garrafas, casca de ovo, latinhas, saquinhos plásticos, vasilhas de vidro, copos descartáveis ou qualquer outro objetivo que possa acumular água. Colocar tudo em saco plástico, fechar bem e jogar no lixo
Vasilhame para água de animais domésticos. Lavar com bucha e sabão, em água corrente, pelo menos, uma vez por semana.
Vasos sanitários em desuso Deixar a tampa sempre fechada. Em banheiros pouco usados, dar descarga uma vez por semana.
Ralos de cozinha, banheiro, sauna e de duchas. Verificar se há entupimento. Se houver, providenciar o imediato desentupimento. Se estiver utilizando, mantê-los fechados.
Bandejas externas de geladeiras. Retirar sempre a água. Lavar com água e sabão, pelo menos, uma vez por semana.
Suporte de garrafões e água mineral Lavar bem, sempre que trocar os garrafões.
Lagos, cascatas e espelhos d’água decorativos Manter estes locais sempre limpos. Criar peixes, pois eles se alimentam de larvas. Se não quiser criar peixes, mantenha a água tratada com cloro ou encha-os de areia.
Tonéis e depósitos d’água Lavar com bucha e sabão as paredes internas, pelo menos, uma vez por semana. Tampar com telas aqueles que não tenham tampa própria.
Piscinas em desuso ou não tratadas Tratar a água com cloro. Limpar uma vez por semana. Se não for usá-las, cobrir bem. Se estiverem vazias, colocar 1 kg de sal no ponto mais raso.
Calhas de água de chuva em desnível Verificar se elas não estão entupidas. Remover as folhas e outros materiais que possam impedir o escoamento da água.
Pneus velhos abandonados Entregá-los ao serviço de limpeza urbana. Caso realmente seja necessário mantê-los, guardar em local coberto e abrigado da chuva
Garrafas PET e de vidro Tampar e jogar no lixo todas que não for usar
Lajes Retirar a água acumulada
Cacos de vidro nos muros Colocar areia em todos aqueles que possam acumular água
Baldes Guardar de boca para baixo
Entulho e lixo Evitar que se acumulem. Manter o local sempre limpo.
Materiais em uso que possam acumular água Secar tudo e guardar em local coberto.

 

      


Capacitação online e 0800 para combate ao Aedes aegypti


O Ministério da Saúde disponibiliza o Curso de Atualização no Combate Vetorial ao Aedes aegypti voltado aos Agentes de Controle de Endemias, Agentes Comunitários de Saúde e membros Forças Armadas. O curso também está disponível a outros profissionais interessados em ampliar os conhecimentos sobre dengue, Zika e chikungunya e eliminação do mosquito. Com linguagem simples e de fácil entendimento, o módulo é realizado pela internet.

Para acessar o conteúdo, é preciso fazer um cadastro na página da AVA-SUS ou do Telessaúde do Rio Grande do Sul e começar as aulas virtuais. A expectativa é de que, pelo menos, os mais de 300 mil Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias atualizem-se pela plataforma. O curso tem 16 horas de duração e terá certificação ao final.
O Ministério da Saúde também disponibiliza um novo canal de informações para o combate ao Aedes aegypti: o telefone 0800 645 3308. O serviço destinado a agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias e a militares oferece suporte para esclarecimento de dúvidas sobre identificação de focos do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e Zika, além da mobilização da população para o enfrentamento ao vetor.

Fique atento aos sintomas da dengue, chikungunya e Zika

Sinais/Sintomas Dengue Zika Chikungunya
Febre (duração)

Acima de 38°C

(4 a 7 dias)

Sem febre ou subfebril £ 38°C (1-2 dias subfebril)

Febre alta > 38°C

(2-3 dias)

Manchas na pele (Frequência) Surge a partir do quarto dia 30-50% dos casos

Surge no primeiro ou segundo dia

90-100% dos casos

Surge 2-5 dia

50% dos casos

Dor nos músculos (Frequência) +++/+++ ++/+++ +/+++
Dor na articulação (frequência) +/+++ ++/+++ +++/+++
Intensidade da dor articular Leve Leve/Moderada Moderada/Intensa
Edema da articulação Raro Frequente e leve intensidade Frequente e de moderada a intenso
Conjuntivite Raro 50-90% dos casos 30%
Cefaleia (Frequência e intensidade) +++ ++ ++
Prurido Leve Moderada/Intensa Leve

Hipertrofia ganglionar

(frequência)

Leve Intensa Moderada

Discrasia hemorrágica

(frequência)

Moderada ausente Leve
Acometimento Neurológico Raro Mais frequente que Dengue e Chikungunya Raro (predominante em Neonatos)
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