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Pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias

Publicado: Segunda, 29 de Fevereiro de 2016, 21h26 | Última atualização em Segunda, 21 de Novembro de 2016, 11h43

O Ministério da Saúde trata como prioridade o investimento em novas tecnologias que contribuam para a investigação do vírus Zika.  O órgão está  em constante contato com instituições nacionais e internacionais de pesquisa e não poupará recursos para que seja possível desvendar a atuação do vírus e combater, de forma efetiva, seu alcance. Dentre as pesquisas em andamento estão estudos para diagnósticos das doenças transmitidas pelo mosquito, vacinas, tratamentos para a Zika, novas formas de combater o Aedes aegypti, dentre outras iniciativas.

Confira as principais iniciativas em desenvolvimento no Brasil:

Vacina contra Zika
O Ministério da Saúde investe em duas iniciativas para produção de vacina contra Zika do Instituto Evandro Chagas (IEC) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em fevereiro, o Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 10 milhões em acordo internacional entre o IEC, vinculado à pasta, e a Universidade do Texas Medical Branch (UTMB), dos Estados Unidos. A parceria vai permitir, no primeiro ano, a realização simultânea de ensaios pré-clínicos no Brasil e nos EUA. Em Galveston (UTMB), serão realizados testes em camundongos e, em Belém (IEC), em macacos. Isso dará maior celeridade ao processo, possibilitando que já no segundo ano se iniciem os ensaios clínicos.

Nesta parceria, um Comitê de Coordenação irá se reunir, pelo menos, duas vezes ao ano para analisar o progresso e os resultados alcançados no âmbito da cooperação. Está prevista também a participação de outros organismos de saúde internacional, como a Organização Mundial de Saúde (OMS). O IEC é o Laboratório de Referência Nacional para Arbovirus e Centro Colaborador da OPAS/OMS para Referência e Pesquisa em Arbovirus. Já a Universidade texana é Centro Colaborador da OMS para Pesquisa em Vacinas, Avaliação e Treinamento de Doenças Infecciosas Emergentes.

Em março, o Ministério da Saúde anunciou o investimento de R$ 11,6 milhões na Fiocruz para desenvolvimento de estudos sobre combate ao Aedes aegypti. Destes, R$ 5,6 milhões serão ara o financiamento da vacina contra o vírus Zika. O restante, cerca de R$ 6 milhões (US$ 1,5 milhão), será destinado para projetos de cooperação bilateral para pesquisas de Zika e microcefalia entre a Fiocruz e o National Institutes of Helth (NIH) – agência de saúde do governo norte-americano. O repasse do recurso será feito por descentralização de crédito orçamentário. A Fiocruz está à frente de importantes estudos na área de diagnóstico, prevenção e tratamento para doenças transmitidas pelo vetor.

Vacina contra dengue

No dia 22 de fevereiro, o ministro da Saúde, Marcelo Castro, assinou contrato com o Instituto Butantan para financiamento da terceira e última fase da pesquisa clínica para a vacina da dengue. Nessa fase, a vacina será testada em 17 mil voluntários de 13 cidades, nas cinco regiões do Brasil, durante um ano.

O Ministério da Saúde investirá R$ 100 milhões nos próximos dois anos para o desenvolvimento do estudo. Ao todo, a previsão é um investimento do governo federal é de R$ 300 milhões. Além dos recursos do Ministério da Saúde, estão sendo analisados outros R$ 100 milhões do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio de um contrato da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), e R$ 100 milhões do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES). O Instituto Butantan estima ter a vacina contra a dengue disponível em 2018.

A vacina da dengue está sendo desenvolvida em parceria com o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NIH) e continuará para o desenvolvimento de vacina contra o Zika, podendo resultar no desenvolvimento de uma vacina pentavalente.

Desenvolvimento de tratamentos para a Zika

O Ministério da Saúde também assinou contrato com o Instituto Butantan para o desenvolvimento de tratamentos contra a Zika: soros e anticorpos monoclonais. Serão investidos R$ 8,5 milhões no projeto.

Controle de microcefalia relacionada ao vírus Zika

O Ministério da Saúde, o governo da Paraíba e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças Transmissíveis (CDC) dos Estados Unidos iniciaram, em fevereiro, estudo de caso controle de microcefalia relacionada ao vírus Zika no Brasil. O objetivo da pesquisa é estimar a proporção de recém-nascidos com microcefalia associada ao Zika, além do risco da infecção pelo vírus. Para o estudo, estão sendo realizadas reuniões com autoridades locais e estudos de campo com entrevistas e coleta de amostras de sangue para exames complementares de Zika e outras doenças como citomegalovírus e toxoplasmose.

Detecção de Zika nas bolsas de sangue

O Ministério da Saúde vai incluir o vírus Zika no teste NAT realizado nas bolsas de sangue em todo o país. Esse teste já identifica os vírus HIV, hepatite B e hepatite C para controle e segurança do sangue nos hemocentros nacionais. A produção do teste NAT com a inclusão do vírus Zika será feito pelo Laboratório Biomanguinhos da Fiocruz, no Rio de Janeiro, que já detém a plataforma NAT no país. Neste processo, devem ser colhidas e analisadas cerca de 300 amostras de sangue com o vírus.

A previsão é que o teste esteja disponível nos laboratórios da rede pública de saúde até o final deste ano. A ação contará com o apoio dos Estados Unidos para dar celeridade nos processos de registro e a expectativa é que o Brasil se torne um centro de referência para validação dos ensaios ou testes moleculares que tem o vírus Zika como alvo. A celeridade dos processos de registro ficarão a cargo de parceria firmada entre Anvisa e o FDA, agência reguladora dos EUA.  

Treinamento aos países do Mercosul para teste de Zika

O Ministério da Saúde ofereceu aos países do Mercosul e associados treinamento para a realização laboratorial de testes para detecção do vírus Zika. A capacitação será feita pelos institutos nacionais do Brasil por meio do exame PCR (Polymerase Chain Reaction). O objetivo é reforçar a capacidade de vigilância epidemiológica da região, acompanhando o comportamento do vírus e propondo ações necessárias para a proteção da população. No mês de janeiro, técnicos do Paraguai, Peru, Uruguai e Equador receberam treinamento do Instituto Evandro Chagas (IEC).

Teste 3 em 1 (Zika, Dengue e chikungunya)

Ministério da Saúde vai adquirir 500 mil testes nacionais de biologia molecular para a realização de diagnóstico de zika, chikungunya e dengue em 2015. A nova tecnologia, em produção pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), permitirá o diagnóstico simultâneo para os casos suspeitos das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti durante a manifestação dos sintomas clínicos destas infecções. Os testes serão distribuídos aos Laboratórios Nacionais de Saúde Pública (LACENs). Além do fornecimento de insumos, a Fiocruz também treinará os profissionais e dará assistência técnica permanente, garantindo as condições necessárias para a execução das diferentes etapas do teste molecular.

Eliminar a Dengue: Desafio Brasil

Desde 2014, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolve o projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” que propõe o uso de uma bactéria naturalmente encontrada no meio ambiente, inclusive no pernilongo, chamada Wolbachia. Quando presente no Aedes aegypti, a bactéria é capaz de impedir a transmissão da dengue e chikungunya pelo mosquito. Já são realizados estudos para sobre o impacto dela na transmissão do vírus Zika. A iniciativa, sem fins lucrativos, é uma abordagem inovadora para reduzir a transmissão do vírus da dengue pelo mosquito de forma natural e autossustentável. A pesquisa é inédita no Brasil e na América Latina. O estudo já foi realizado, com sucesso, na Austrália, Vietnã e Indonésia – onde não existem relatos de aumento dos casos de microcefalia.

O Ministério da Saúde também acompanha outras iniciativas, como o uso de mosquitos geneticamente modificados, uso de telas impregnada de inseticida em portas e janelas, sistema de detecção de epidemias, dentre outras ações. 

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