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Saúde faz mapeamento de assistência a bebês com microcefalia

Publicado: Segunda, 29 de Fevereiro de 2016, 18h49 | Última atualização em Segunda, 23 de Maio de 2016, 15h09

Objetivo é verificar se os pacientes passaram por exames de diagnóstico e iniciaram a estimulação precoce. O contato telefônico com familiares das crianças é feito por 180 atendentes

Objetivo é verificar se os pacientes passaram por exames de diagnóstico e iniciaram a estimulação precoce. O contato telefônico com familiares das crianças é feito por 180 atendentes

 

O Ministério da Saúde está mapeando as condições de atendimento dos bebês nascidos com microcefalia em todo o Brasil. O serviço começou no dia 22 de fevereiro e é feito por meio de ligações telefônicas aos familiares cadastrados de cada criança, com o objetivo de identificar os exames já realizados, o efetivo acompanhamento nas redes de Atenção Básica e Especializada, além do início da estimulação precoce e da reabilitação.

“O contato com as famílias vai detalhar o panorama do acesso dos bebês aos serviços de assistência à saúde. Essas informações vão apoiar o Ministério da Saúde a auxiliar os estados para a qualificação dos seus fluxos de atendimento, englobando o diagnóstico, a estimulação e o acompanhamento nas unidades de saúde”, explica o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame.

Serão contemplados todos os bebês cujos casos tiveram notificação de microcefalia, independentemente da malformação ter sido confirmada ou continuar em investigação. A estratégia visa à identificação do estágio da assistência à saúde de cada criança, além de oferecer apoio aos estados e municípios na organização dos fluxos de atendimento, a partir da elaboração de relatórios.

Durante as entrevistas, os atendentes do serviço de Ouvidoria (136) do Ministério da Saúde abordam sobre os procedimentos clínicos e laboratoriais orientados no Protocolo de Atenção à Saúde e nas Diretrizes de Estimulação Precoce, como a realização da triagem neonatal (testes do pezinho, orelhinha e olhinho) e dos exames de ultrassonografia transfontanela e tomografia. Também são feitas perguntas sobre o atendimento das crianças nos serviços de estimulação precoce, processo que busca extrair o maior potencial da criança, especialmente entre 0 e 3 anos, principal período de desenvolvimento cerebral.

Outra abordagem é o acompanhamento do bebê, tanto na Atenção Básica, por meio da puericultura, em serviços como Unidade Básica de Saúde (UBS), Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) e Equipe de Saúde da Família (ESF), quanto na Atenção Especializada, em centros de reabilitação.

Ao todo, 180 atendentes foram capacitados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do grupo de Notícias Difíceis, para promover um contato humanizado e sensível aos familiares. Os questionamentos, assim como orientações para que se busque a unidade de atendimento mais próxima, foram detalhados pelos técnicos das coordenações de Saúde da Criança e da Mulher, ambas da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.

A previsão é que o contato com os familiares dos bebês da região Nordeste seja concluído até 10 de março. Em seguida, será iniciado o levantamento dos casos dos demais estados com notificação, com expectativa de conclusão até o final de março. A ação será contínua, fazendo com que os familiares de novos casos sejam consultados à medida que ocorra a atualização das notificações.

MICROCEFALIA – O último Informe Epidemiológico de Microcefalia, divulgado no dia 23, aponta que 4.107 casos suspeitos de microcefalia estão em investigação pelo Ministério e os estados. Desde o início das investigações, em 22 de outubro de 2015, até 20 de fevereiro, foram 5.640 notificações, sendo 950 já descartadas.

Ao todo, 583 notificações foram confirmadas para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita, em 235 municípios de 16 unidades da federação (Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rondônia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Goiás, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul). Destes, 67 já tiveram confirmação laboratorial para o vírus Zika.

Por Diogo Caixote, da Agência Saúde
Atendimento à Imprensa
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