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Recém-nascidos com microcefalia

Publicado: Quarta, 13 de Janeiro de 2016, 13h45 | Última atualização em Quarta, 06 de Julho de 2016, 14h25

recem-nascidos-com-microcefaliaAs crianças com microcefalia precisam de estimulação precoce, para redução do comprometimento no desenvolvimento neuropsicomotor decorrente da malformação. O período mais importante para essa estimulação vai de 0 aos 3 anos, período de maior resposta aos estímulos.

Para orientar os profissionais de saúde no atendimento a esses bebês, o Ministério da Saúde lançou um documento com todas as diretrizes para estimulação precoce de crianças com atraso no seu desenvolvimento.

As Diretrizes abordam aspectos relacionados ao desenvolvimento neuropsicomotor da criança, como a avaliação do desenvolvimento auditivo, visual, motor, cognitivo e da linguagem, a estimulação precoce, o uso de tecnologia assistiva (bengalas e cadeiras de rodas), além de outros aspectos, como a importância do brincar e a participação da família na estimulação precoce.

O material auxiliará o profissional de saúde na elaboração de um programa que possibilite um melhor desenvolvimento da criança com microcefalia. Por exemplo, em uma criança com deficiência visual é possível fazer a estimulação a partir do uso de objetos luminosos em local escuro e também coloca-la para rolar a partir do seguimento visual do objeto.

Além da estimulação precoce, os recém-nascidos precisam de outros cuidados:

  • Proteja o ambiente com telas em janelas e portas, e procurar manter o bebê com uso contínuo de roupas compridas – calças e blusas;
  • Mantenha o bebê em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis;
  • A amamentação é indicada até o 2º ano de vida ou mais, sendo exclusiva nos primeiros 6 meses;
  • Caso se observem manchas vermelhas na pele, olhos avermelhados ou febre, procurar um serviço de saúde;
  • Não dê ao bebê qualquer medicamento por conta própria;
  • Leve seu bebê a uma Unidade Básica de Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento conforme o calendário de consulta de puericultura;
  • Mantenha a vacinação em dia, de acordo com o calendário vacinal da Caderneta da Criança;
  • Além do acompanhamento de rotina na Unidade Básica de Saúde, seu bebê precisa ser encaminhado para a estimulação precoce;
  • Caso o bebê apresente alterações ou complicações (neurológicas, motoras ou respiratórias, entre outras), o acompanhamento por diferentes especialistas poderá ser necessário, a depender de cada caso.

Benefícios sociais

As mães de crianças acometidas por sequelas neurológicas decorrentes de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti contratadas pelo regime Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) terão a ampliação da licença-maternidade de 120 dias para 180 dias.

Além disso, as famílias com crianças com microcefalia poderão receber o benefício de prestação continuada (BPC) por até três anos. O auxílio é de um salário mínimo (R$ 880), garantido pela Previdência Social.

Os benefícios são garantidos pela lei nº 13.301, de 27 de junho de 2016, que estabelece medidas de vigilância em saúde quando verificada situação de iminente perigo à saúde pública pela presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika e chikungunya.  

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